
Historial da Orquestra Típica e Rancho
No início da vida da Secção de Fado surge a Orquestra Típica e Rancho com a finalidade de divulgar a etnografia e o folclore característicos das gentes de Coimbra e dos seus arredores na sua relação com a Universidade no fim do século XIX e início do século XX.
Assim, a cidade virada para a Universidade e para a comunidade estudantil provinda dos mais diversos pontos do país, não tinha raízes folclóricas; as músicas de cariz folclórico eram trazidas para Coimbra pelas pessoas das aldeias vizinhas que prestavam serviços específicos à cidade: de Torre do Mondego vinham as lavadeiras, de Taveiro as leiteiras, do Carvalhal as padeiras,..
Era por altura dos Santos Populares que se efectuavam as maiores festas do povo, as Fogueiras. Também o estudante gostava de viver este ambiente festivo, mas isto conduzia muitas vezes a desacatos com os homens da terra (os futricas), que por verem as tricanas tão lisonjeadas com a “corte” que lhe era feita, se sentiam despeitados.
A tricana, a mulher de Coimbra, tem sido musa inspiradora de Fados e Canções e tem sido cantada, geração após geração, por todos aqueles que lá passam. É ela o elo de ligação entre Coimbra-Cidade e Cidade-Universidade e é esta ligação que a Orquestra Típica e Rancho com os seus estudantes tenta reviver e transmitir.
Neste sentido, e ao longo dos seus 26 anos, conta a “Típica” no seu repertório com 22 temas que apresenta com regularidade aquém e além fronteiras. Por cá, o grupo mostrou o seu trabalho por todo o país e em programas de televisão. Lá por fora, além de França, Finlândia, Espanha, Bélgica, Grécia, Luxemburgo, Itália, São Tomé e Príncipe, Roménia, destaca-se a participação num importante festival internacional de folclore - a EUROPEADE e no European People Festival. Organiza anualmente o Encontro Nacional de Etnografia e Folclore (ENEF), na semana cultural da Queima das Fitas, e também o Mondego - Festival Académico de Folclore.